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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O QUE É UMA A.O.C.????

Alô gente do Brasil:
                              Após ler e ouvir tantos desencontros a respeito do que é uma "DENOMINAÇÃO DE ORIGEM", resolvi também dar o meu "pitaco", (termo que a juventude criou para opinião) a respeito do  assunto.
  O QUE É UMA A.O.C. para os franceses, ou DOC. para italianos, espanhóis e portugueses?
                                                      


         


CONCEITO:


"ELA CARACTERIZA UM PRODUTO QUE TIRA SUAS IDENTIDADE E TIPICIDADE DA  ORIGEM GEOGRÁFICA.     ESTA MENÇÃO GARANTE UM RELACIONAMENTO ÍNTIMO ENTRE O PRODUTO E O "TERROIR".      ISTO QUER DIZER QUE "TERROIR" É UMA REGIÃO BEM CIRCUNSCRITA, COM SUAS CARACTERÍSTICAS GEOLÓGICAS, AGRONÔMICAS E CLIMÁTICAS, ACRESCIDAS DAS PECULIARIDADES IMPOSTAS PELAS MÃOS DO HOMEM, DESDE AS ESCOLHA E PREPARAÇÃO DA TERRA, CONDUÇÃO DOS VINHEDOS, ATÉ A FINALIZAÇÃO DO PRODUTO,  NO NOSSO CASO, O VINHO.        ESTA NOÇÃO DE "TERROIR" E POR EXTENSÃO DE "APPELLATION D'ORIGINE  CONTRÔLÉE" OU "DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA"  ENGLOBA, PORTANTO, FATORES NATURAIS E HUMANOS, SIGNIFICANDO QUE O PRODUTO FINAL NÃO PODE SER REPRODUZIDO COM IDÊNTICA QUALIDADE FORA DO SEU TERRITÓRIO".  

                                                                                                                     BRAZ CUBAS



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MERLOT - A DESCOBERTA DO ELO PERDIDO

                                        MERLOT - A DESCOBERTA DO ELO PERDIDO
                       MERLOT -  A  UVA  SÍMBOLO   DA MARGEM  DIREITA DA GIRONDE
                           MERLOT - UMA DA TRÊS UVAS MAIS PLANTADAS NO MUNDO

Dez anos após a descoberta pioneira dos pais da Cabernet Sauvignon, (Cabernet Franc e Sauvignon Blanc) pelos ampelógrafos da Universidade da Cafilornia em Davis, equipe chefiada pela Dra. Carole Meredith, utilizando para a consecução  desse feito, pela primeira vez, exames de DNA,  eis que estudos conjunto que duraram 6 anos,  de cinco entidades francesas de pesquisa, descobriram o elo perdido, o elo que faltava para a determinação da paternidade da uva Merlot.  Dessa forma ficou esclarecido que a Cabernet Franc (pai) e a Magdeleine Noir de Charente (mãe) são os ascendentes dessa estrela mundial da vinicultura.   Enquanto a Cabernet Franc é muito conhecida da maioria das pessoas envolvidas no mundo do vinho, em sentido contrário, a Magdeleine Noir é uma ilustre desconhecida, até então não catalogada,  descoberta ao norte da cidade de Rennes, departamento de Charente (16), na região centro-oeste do território francês. Foi localizada inicialmente em uma propriedade particular e mais recentemente em quatro lugares na mesma região, em pesquisa de visava a conservação de espécimes  de uvas antigas da região.

UVA MERLOT E O RIO CHARENTE EM COGNAC

GEOGRAFIA:-  O rio Charente cedeu seu nome ao  departamento de Charente (16). Ele tem 382 quilômetros de extensão, 21 eclusas;  nasce na localidade Chéronnac, Haute-Vienne (87) a 31l metros de altitude, passa depois pelos departamentos de Vienne (86), Charente-Maritime (17) antes de se lançar no oceano Atlântico no estuário de Rochefort, perto do estuário do rio Sena  e da cidade de Port-des-Barques. A localidade mais conhecida dos brasileiros por onde passa o rio Charente é a cidade de Cognac.

CURIOSIDADES:- a) - Os números que aparecem entre parêntesis são dos depatamentos franceses, que 
                                       são em número de 100, sendo 96 continentais e 4 ultramarinos.

                                b) - Jean Michel Borsiquot,  um  dos descobridores  da  paternidade da uva Merlot é 
                                       professor e pesquisador do INRA, Instituto Nacional de Pesquisas voltadas par
                                       a agricultura, em Montpellier,  departamento de Herault (83), na região de  Lan-
                                       guedoc Rossillion. Foi ele também quem descobriu a cepa Carmenère em vinhe
                                       dos do Chile,  que era  dada como extinta,  justamente no meio de plantações da
                                       uva Merlot.

                                                                                                                    BRAZ CUBAS


                            



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A UVA MERLOT BLANC EXISTE??

Caros Amigos:

A uva Merlot Blanc existe?  Existe.  Ela não é a variedade branca da Merlot Noir que todos nós conhecemos. O seu genoma foi sequenciado recentemente por uma equipe de ampelógrafos de Mont Pellier, resultando que ela descendente da Merlot (pai) e da uva Folle Blanche (mãe), uma uva muito utilizada nas regiões de Cognac e de Armagnac na confeção desses destilados tão conhecidos.

A Merlot Blanc foi descoberta por Monsieur Guinaudie na região sudoeste da França quando participava de uma caçada.  Foi introduzida na região de Bordeaux (Blayais, Bourg e Graves) por um viverista -pépinièriste- Jean Elie,  e se encontra em fase de franca extinção.  Dos 5.277 hectares que existiam em 1.958, restam 176 hectares, com a agravante de que os vinhedos velhos não são mais repostos.











NOVENTENA?? NOVENTENA!!!!

Caros Amigos:-
                                      NOVENTENA???           NOVENTENA!!!! era para 

Neologismos à parte, o que era para ficar 90 (noventa) fora do ar dias se transformou em 3 (três) anos. Sim faz três anos que eu me afastei do Blog por motivos diversos, inclusive de ordem particular. Nesse lapso de tempo eu trabalhei incansavelmente para que a confraria tivesse uma sede social onde pudesse realizar suas reuniões, longe dos burburinhos normais dos restaurantes; batalhei para que tivéssemos um "site" -também inativo, mas que deverá voltar ao ar em pouco tempo-, que hoje é uma realidade; Voltei mais experiente, como acontece com todo ser humano ativo e insaciável na tarefa de aprender cada dia uma coisa mais, e  voltei até para dar uma resposta a um enófilo e pesquisador competente -JOÃO FILIPE CLEMENTE-, que anda curioso para saber o que é a confraria BRAZ CUBAS, quais são os meus meios de comunicação. Como sou um homem voltado às coisas da terra, voltarei a falar das uvas e cepas do mundo todo, porque as que eu trouxe para o Brasil não tiveram por estas bandas o desenvolvimento esperado.

                                                                                                                                  BRAZ CUBAS

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

PARA AQUELES QUE AINDA NÃO SABEM

Alô Blogueiros:-

Em janeiro de 1.546 eu comandei a instalação da vila de Santos, exatos 14 anos depois que o meu amigo Martim Afonso de Souza ter tomado idêntica decisão, e instalado a vila de São Vicente. Esses fatos são de conhecimento geral, e fazem parte do currículo do ensino fundamental no Brasil.

INÍCIO DA VITIVINICULTURA NO BRASIL

Entretanto, o muito pouca gente sabe neste país, mesmo grande parte daqueles que trabalham e vivem dessa área da atividade humana, é que coube a mim o início da vitivinicultura em terras brasileiras. Quando as naus chegaram à baía de São Vicente, eu plantei as videiras que trouxemos da ilha da madeira e Açores numa colina alí bem próxima, hoje conhecida como morro dos Barbosas, onde se localiza a biquinha de Anchieta. Dezenove anos mais tarde, em 1551, isso já onde está localizada a zona leste da cidade de São Paulo, eu preparei os primeiros vinhos a partir das cepas que estou descrevendo em detalhes neste blog. Esses fatos são história; esses fatos ninguém pode mudar; quando for escrita a história do vinho brasileiro, espero não, tenho certeza de que as primeiras páginas deverão estar dedicadas à minha pessoa.
BRAZ CUBAS

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"NOVENTENA DA CONFRARIA BRAZ CUBAS"

Alô Amigos:-
Interrompendo a série "uvas que eu trouve para o Brasil", aproveito a oportunidade para informar aos participantes da confraria que leva o meu nome que estamos em "noventena", os quase 90 dias de dezembro, janeiro e fevereiro que, por motivo mais que óbvios, deixamos os proprietários dos restaurantes com suas preocupações voltadas para o atendimento dos turistas que invadem as nossas praias. Esse lapso de tempo nos permite planejarmos o que fazer nesse 2009, para torná-lo profícuo, eficiente e aprazível na melhoria dos conhecimentos de enologia dos nossos confrades, tarefa nada fácil diante das dificuldades encontradas pela maioria nos momentos que vivenciamos. Temos certeza de que, a partir do momento em que todos os interessados tenham conhecimento da materialização deste "blog", teremos sanado aquelas lacunas de informação que aconteceram nos quase cinco anos de existência da confraria; assim nos próximos dias, também através desta coluna, passaremos os detalhes da nossa primeira reunião do ano, com tema, data e local em que será realizada. Detalhe: aproveitem este canal de comunicação, através dos "comentários", para fazer perguntas, dirimir dúvidas e outros "quetais", ok???
BRAZ CUBAS